topomar4.gif (26337 bytes)

 Menu
Inicial
Perfil
Novidades
O homem da minha vida
Jornal do Blogueiro
Blogosfera
Troca de comentários
Fotolog
Algumas fotografias
Os homens da minha vida
Artigos sobre blogs
Poesia
Sobre livros
Música portuguesa
Contacto
 






Sobre livros:: Comentários sobre livros que li em 2004
6 Cartas a um jovem contestatário ( Christopher Hitchens )

Christopher Hitchens

"Cartas a um jovem Contestatário "

Já tenho um outro livro do meu lado na cabeceira, mas prometi falar sobre o último livro que li, "Cartas a um jovem contestatário", de Christopher Hitchens. Vou correr o risco de parecer - ou realmente ser - a pessoa mais ignorante da face da Terra, mas tenho que confessar que até então nunca tinha ouvido falar sobre esse autor. Pra já tenho que comentar que achei a capa do livro giríssima ( muito bonita ) e que quando encomendei o livro eu não tinha me lembrado de observar o número de páginas. Assim sendo foi grande o meu espanto quando esse livro de pouco mais de míseras 150 páginas chegou às minhas mãos. Algo que achei muito positivo no livro foram algumas citações e frases interessantes: "Creio que o objectivo da nossa vida é procurar a felicidade. Para mim, é uma evidência. Pouco importa que sejamos crentes ou não, ou qual a nossa religião; todos aspiramos a um mundo melhor. Por conseguinte, penso que o que nos impressiona, nas nossas vidas, é o encaminhamento para a felicidade." ( Dalai Lama ) "Os sapatos e os cérebros devem ficar à entrada." ( Frase de um letreiro ). "Uma verdade proferida com más intenções é pior que todas as mentiras do mundo." ( Blake ). O livro fala constantemente sobre a importância da ironia. Achei interessante um teste que ele tinha que fazer, que nos dados perguntava a raça, no qual ele preencheu: "humana". Como ele se diz "não menos ateu que anti-ateu", ele também fala muito constantemente sobre religião. Diz que "(...) a vida seria horrível se as afirmações dos crentes correspondessem à realidade". Realça que "O que realmente conta não é o que um homem pensa, mas sim, a forma como pensa." e brinca: "Uma velha definição de gentleman: alguém que só é rude quando o decide." Muito engraçado também é o um caso citado por Freud, de um homem que vira para a sua esposa e diz: "Se um de nós morrer, vou viver para Paris" Mas tenho que ser sincera e dizer que fora o que eu citei acima, não gostei de mais nada no livro. Não gostei da maneira como ele escreve. Vou ter que enumerar os motivos: 1- Primeiro porque você acaba se perdendo no que ele está falando e algumas vezes é obrigado a voltar uma página para conferir. 2- Ele mistura muitos assuntos, volta ao mesmo assunto, e assim fica tudo embaralhado. 3- Logo a seguir destaco a falta de descrição, - o que não quer dizer a falta de adjetivos - ou melhor, ele é bem descritivo em alguns aspectos que nem teria tanta necessidade ( por vezes apenas para dar um certo estilo ) mas se esquece de descrever lugares, datas... Assim sendo você por vezes acaba tendo em mente uma pergunta sem resposta. 4- Uma coisa que ganhei com esse livro foi uma página inteira de palavras novas. Tenho uma mania muito antiga: fazer anotações sobre os livros que leio ( coisa que agora faço via blog ) mas sou incapaz de riscar um livro ( a não ser livros escolares ). Faço minhas anotações sempre numa folha a parte. Geralmente anoto a frase e a página onde li aquilo e também costumo anotar as palavras desconhecidas para procurar no dicionário. Confesso que prefiro escritores com um vocabulário mais simples. É sempre bom encontrar uma ou outra palavra desconhecida para aos poucos irmos adicionando ao nosso vocabulário. ( Costumo inclusive anotar também palavras conhecidas mas que são de raro uso ). Só que esse autor exagerou. Usou palavras desconhecidas em excesso, o texto ficou pesado, e inclusivamente chato. Foi uma grande seca. Sempre ficou a sensação - mais tarde confirmada - de que o autor fazia isso propositalmente, para mostrar o quanto ele é culto e inteligente. Mas penso que ele pecou justamente por aí. 5- Prender a atenção do leitor. Uma pergunta que faço constantemente já antes de comprar um livro é: "O que esse livro tem para me oferecer?". Durante a leitura - de um bom livro - a pergunta é ansiosa: "E agora, o que vai acontecer?", ou "Como o autor vai me surpreender?". Mas nesse caso as perguntas foram frequentemente: "Onde é que ele tá querendo chegar?", ou "Quando é que esse livro vai ficar bom?", ou "Não seria menos chato se ele escrevesse uma biografia visto que ele só fala do próprio umbigo?" Costumo ter bastante sorte com os livros que escolho para ler. Confesso que detesto fazer críticas a seja o que for. Mas era tanta coisa negativa que não foi possível deixar de falar. Ainda bem que o livro que estou lendo agora é bem melhor. Apesar de ter 3 ou 4 vezes mais páginas, tem sido super agradável. Qual o pior livro que você leu ?

 Busca

Procure por palavras nessa página :

 

on-line

Última atualização: 25/06/04